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Força Bruta - Sem Saída (2023) tem boa fórmula, mas precisa mudar Força Bruta - Sem Saída (2023) tem boa fórmula, mas precisa mudar

Força Bruta – Sem Saída (2023) tem boa fórmula, mas precisa mudar

O detetive Ma Seok-do retorna para cuidar de um novo caso envolvendo drogas sintéticas.

É muito satisfatório acompanhar mais um caso envolvendo o detetive Ma Seok-do, encarnado no ponto por Don Lee (Invasão Zumbi, Eternos), com seu jeito marrento, mas educado, e com a força descomunal em tapas e socos. Após lidar com um maníaco psicopata no ótimo “Força Bruta” (2022), Seok-do retorna para cuidar de um novo caso envolvendo drogas sintéticas que chegaram à Coreia do Sul em “Força Bruta – Sem Saída” (2023).

Retornando com boa parte do humor visto no capítulo anterior, este filme faz parte de uma ideia de série que pode contar com oito longas-metragens, além de spin-offs — o último filme lançado foi “Força Bruta: Punição” (2024), que já é o quarto longa.

Após retornar de uma missão, o detetive Ma Seok-do e sua equipe são chamados para investigar uma nova droga sintética chamada Hiper, que está circulando nas ruas Seul, e já matou algumas pessoas. Rapidamente, eles se envolvem em uma trama de tráfico de drogas e intrigas envolvendo um pequeno grupo policial corrupto liderados por Joo Seong-cheol (Lee Joon-hyuk), e, pela primeira vez na franquia, a Yakuza japonesa.

É inegável o charme que essa série carrega desde o lançamento de “Força Bruta” (2022). No entanto, é preciso observar que a condução de Lee Sang-yong e o roteiro de Kim Min-seong e Cha Woo-jin não conseguiram dar um ar memorável aos antagonistas da vez. Seong, que possui um bom potencial de desenvolvimento, e até mesmo o assassino da Yakuza, Ricky (Munetaka Aoki), acabam não empolgando e parecem mais genéricos do que Son Suk-ku como Kang Hae-sang no filme anterior.

Crítica de “Força Bruta – Sem Saída”

“Força Bruta – Sem Saída” mantém a fórmula de sucesso: boas cenas de luta com os impactos dos golpes do ex-pugilista Ma Seok-do, que mais parecem uma marreta, além de seu carisma e dos vilões detestáveis. Pode não parecer, mas isso é um grande atrativo. A trama também pode parecer um pouco confusa e cheia de reviravoltas, mas o longa nunca deixa de apostar no humor recorrente, como os parceiros de investigação de Seok-do sempre chegando atrasados nas brigas, nos interrogatórios e nas participações especiais que conectam a franquia.

Don Lee é um bom ator, e as cenas com ele são as que realmente devem fazer qualquer um se empolgar em continuar vendo o que acontece em tela, mas não sei se isso é o suficiente para mais outros filmes. “Força Bruta: Punição” já mudou de direção e roteiristas, e talvez seja essa busca por inovação em sua narrativa que a saga esteja precisando — nem que seja abraçando a pancadaria mais brutal em um capítulo mais adiante, mesclando com o mesmo estilo de coreografia de luta que o recente e ótimo “The Furious” (leia a crítica) fez. Ainda assim, quero continuar acompanhando as aventuras urbanas de Seok-do.