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Premonição 6: Laços de Sangue Premonição 6: Laços de Sangue

Premonição 6: Laços de Sangue entrega (e supera) o que promete

Um aglomerado de mortes grotescas e muito bem filmadas, um roteiro que se encaixa perfeitamente no legado da saga e com pouquíssimos furos, personagens que causam raiva quando precisam, mas também conquistam nossa empatia quando é a hora certa. Além disso, há referências e explicações que os fãs sempre pediram. Premonição 6: Laços de Sangue (ou Bloodlines, se preferir) chegou – e digo com convicção: é o melhor filme da franquia até agora.

O longa, que teve 14 anos para ser lançado depois do seu antecessor, prova que ter o roteirista de “Pânico 5″ e “Pânico 6” no comando pode transformar uma saga adormecida em um espetáculo visual. O filme não tenta ser algo grandioso, ele sabe que é um revival, e abraça isso com honestidade. Tem o objetivo, a estrutura e a estética de um revival, mas o que o diferencia de outros filmes do gênero nos últimos anos? Simples: ele é bem feito.

A direção não se limita a repetir a fórmula. Adam Stein e Zach Lipovsky vão além, extraindo o máximo dos atores e mostrando que conhecem perfeitamente o terreno em que estão pisando. Mortes mirabolantes parecem fáceis nas mãos da dupla — cada uma é única, estilizada, especial. E mesmo assim, o filme se propõe a tornar essas tragédias mais plausíveis, superando até os exageros dos títulos anteriores. Você sai do cinema com a sensação incômoda de que “isso realmente poderia acontecer”.

Crédito da imagem: New Line

A direção de fotografia é, sem dúvida, um dos grandes destaques. Cada cena é meticulosamente composta; a iluminação e a colorimetria conferem um ar de sofisticação incomum para o gênero. Por outro lado, os efeitos visuais (CGI) deixam a desejar em algumas cenas. Há momentos em que as mortes são tão mal renderizadas que o impacto visual é comprometido. A exceção é a morte mais memorável do filme: uma sequência impecável em todos os aspectos, incluindo o CGI — e cheia de referências que farão os fãs vibrarem.

As atuações são, no geral, funcionais. O roteiro ajuda, já que os personagens são escritos de forma simples, o que permite que mesmo atores medianos cumpram bem o papel. A protagonista, interpretada por Kaitlyn Santa Juana, se destaca: apesar de uma expressão corporal um pouco travada, ela compensa com presença cênica e expressões faciais convincentes. Santa Juana tem potencial para se tornar uma final girl clássica e, sem dúvida, a veremos novamente no gênero. Já seu irmão no filme, interpretado por Teo Briones… esse não tem salvação. Com uma atuação que lembra os piores momentos das séries adolescentes da Disney dos anos 2000, fica claro que seu momento já passou.

No geral, “Premonição 6” é incrivelmente bem montado, dirigido, fotografado e roteirizado. Mesmo com o CGI irregular e as atuações oscilantes, a experiência não se perde. O resultado é uma sequência digna, que agrada tanto os fãs que esperavam algo novo há 14 anos quanto quem só conhecia a franquia de passar no SBT. Com seu humor ácido, mortes criativas e personagens cativantes, é uma ótima escolha para uma sexta-feira à noite.

Por Lanna Félix.