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O Show dos Muppets (2026): um retorno nostálgico no Disney+ | Crítica O Show dos Muppets (2026): um retorno nostálgico no Disney+ | Crítica

O Show dos Muppets (2026): um retorno nostálgico no Disney+ | Crítica

Após tentativas recentes que tentaram modernizar demais a franquia, “O Show dos Muppets” finalmente volta às suas origens em um especial de 30 minutos para o Disney+ e ABC. Produzido por Seth Rogen e dirigido por Alex Timbers, esta revitalização é um ato de amor e respeito ao legado de Jim Henson, abandonando conceitos “atualizados” para simplesmente ressuscitar a fórmula mágica que fez sucesso nos anos 70. O resultado? Uma injeção de alegria, caos e humor atemporal que pode agradar tanto aos fãs saudosistas quanto a uma nova geração.

O especial, que comemora os 50 anos (olha o tempo batendo na porta de quem já conhece esses personagens) do programa original, rejeita completamente as premissas de mockumentary ou meta-humor sobre a era digital de reboots anteriores. Aqui, a premissa é simples: Kermit está de volta aos bastidores do Teatro dos Muppets, tentando, com sua paciência habitual, manter o controle sobre o caos iminente de mais um episódio ao vivo. Statler e Waldorf estão em seu camarote, prontos para vaiar. Miss Piggy continua uma diva temperamental. Enquanto Fozzie conta piadas ruins. A magia está justamente nessa fidelidade absoluta ao espírito do vaudeville.

“O Show dos Muppets”: recapturando a química e o caos clássico

A força do especial reside em sua recusa em ser moderno por ser. O roteiro, repleto de esquetes rápidas e números musicais, parece tirado diretamente da era de ouro do programa. A piada recorrente em que a cantora convidada Sabrina Carpenter veste um look idêntico ao de Miss Piggy, desencadeando uma crise de ciúmes e ações judiciais, é exatamente o tipo de humor simples e visual que funciona. Sabrina é ótima e se entrega ao espírito do especial com brilho, assim como Maya Rudolph, que aparece na plateia (agora misturada com humanos e Muppets, uma das poucas atualizações).

Vale dizer que a direção de Alex Timbers acerta em priorizar o ritmo frenético. Os experimentos desastrados do Laboratório do Dr. Bunsen Honeydew (com Beaker perdendo os olhos), Gonzo em patins flamejantes e o Chef Sueco em mais uma tentativa culinária catastrófica. Com o perdão do trocadilho, pois estamos em fevereiro: é um carnaval de absurdo com o espírito anárquico dos Muppets.

Veredito?

Com a mão segura de Seth Rogen como produtor e cameo, “O Show dos Muppets” equilibra nostalgia com um toque de humor “ligeiramente atrevido”. A voz de Kermit agora é interpretada por Matt Vogel (que assumiu o papel após a morte de Steve Whitmire), o que pode gerar estranhamento para quem é MUITO fã dos Muppets (não é o meu caso).

Por fim, o especial prova que a fórmula original – caótico, repleto de personalidades excêntricas e um coração enorme – não só ainda funciona, como é um antídoto para a complexidade excessiva de muitas comédias atuais.

Funciona para quem cresceu com os Muppets e serve como uma introdução perfeita para as crianças de hoje. Não tenta ser irônico ou cínico; é genuinamente divertido e bobo, no melhor sentido da palavra. Em um mundo de reboots forçados, “O Show dos Muppets” de 2026 acerta ao entender que, às vezes, a maior inovação é honrar perfeitamente o que já era brilhante.

O especial está disponível no Disney+.