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Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026) | Critica Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026) | Critica

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno (2026) | Critica

Nem mesmo os sonhos mais febris conseguiriam conceber uma atrocidade tão doente quanto este filme. Espero fortemente que, num futuro distante, possamos olhar para trás e pensar, quase como em um delírio coletivo, que o longa Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno nunca tenha existido.

Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno tem direção e fotografia sem Alma?

Iniciando de forma rápida, a direção é provavelmente a única coisa que conseguiu ser minimamente aceitável. É simples, mas nada além disso. São planos básicos que não exigiram muito dos atores, passando a nítida impressão de que nem o diretor queria estar lá. É decepcionante, visto que Christophe Gans era a grande aposta para um filmaço; mas, no fim, é apenas triste notar que não há nada de novo ou instigante, nem para quem nunca viu nada dos jogos ou dos filmes anteriores. É uma direção genérica, com a estética de qualquer filme descartável dos anos 2000.

Por falar nessa época, temos aqui um dos piores efeitos visuais já vistos, lembrando muito a tecnologia de 2005. Em certos momentos, achei que estava assistindo ao filme A Casa de Cera. A fotografia é porca: tudo é genérico e nada é marcante. Quem já conhece a obra fica mal pelo que o filme tornou desses personagens tão marcantes, enquanto quem é novo não entende nada e acha chato. Por muitas vezes, fui tirada do filme porque absolutamente tudo é mal executado. A colorimetria é errada e, principalmente nos momentos de CGI, as cores do cenário e dos personagens parecem não pertencer ao mesmo universo.

A direção de arte é outro absurdo, onde personagens icônicos foram rebaixados a bonecos de borracha gigantes. Todos os monstros são malfeitos — tanto os efeitos práticos, que até tentam ser convincentes, mas são tão borrachudos que destroem a imersão, quanto o CGI, que chega a ser ofensivo aos olhos.

O filme tenta recriar uma história relativamente simples, mas, como todo roteiro preguiçoso de Hollywood baseado em games, ele se perde. É difícil aceitar que esse filme seja de 2026. Ele tenta inventar explicações para algo já estabelecido, criando barrigas desnecessárias que tiram o espaço de um desenvolvimento real de personagem. Quando surge algo novo, explicam de forma rápida e porca, ou simplesmente não explicam, deixando quem não jogou o game totalmente perdido. Na cabine em que eu fui, vi gente chorando de tristeza. Esse roteiro ofende e destrói qualquer esperança.

Um fracasso absoluto?

Para finalizar, o que para mim é a pá de terra final para esse filme ser um fracasso total é a atuação horrenda do protagonista, Jeremy Irvine. O galã de Mamma Mia! entrega não apenas caras e bocas, mas as piores possíveis, sem conseguir expressar nada além de uma cara de raiva rígida. Não importa se a cena é triste ou se há um alívio cômico, ele permanece imóvel. É impossível que ninguém tenha feito uma preparação de elenco ou que o diretor não tenha visto o desastre que estava sendo filmado.

“Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno” não consegue ser um terror de verão, não agrada aos fãs e nem ao público novo. É um completo desperdício de tempo e dinheiro. Se você for leigo, veja outra coisa; se for fã, não vá para não se ofender com tamanha atrocidade em tela.

Por Lanna Félix.