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Rodrigo Santoro retorna ao evento alemão com a distopia “O Último Azul” Rodrigo Santoro retorna ao evento alemão com a distopia “O Último Azul”

O Último Azul: filme brasileiro concorre no Festival de Berlim 2025

Depois de oito anos longe do Festival de Berlim, o ator Rodrigo Santoro retorna ao evento alemão com a distopia “O Último Azul”, novo filme de Gabriel Mascaro.

O filme terá sua estreia mundial na competição oficial do Festival de Berlim, um dos maiores eventos de cinema mundial, que será realizado de 13 a 23 de fevereiro, além de competir ao Urso de Ouro, maior honraria do evento, que neste ano tem Todd Haynes (“Carol”, “Longe do Paraíso”) como presidente do Júri.

Estrelado por Santoro, Denise Weinberg, Miriam Socarrás e Adanilo, “O Último Azul” se passa na Amazônia, em um Brasil quase distópico, onde o governo transfere idosos para uma colônia habitacional para “desfrutar” seus últimos anos de vida. Antes de seu exílio compulsório, Tereza, uma mulher de 77 anos, embarca em uma jornada para realizar seu último desejo.

Rodrigo Santoro comentou que a seleção “de ‘O Último Azul’ para a competição principal de Berlim só reforça o quanto o Brasil é capaz de produzir um cinema forte, profundo e competitivo. É emocionante ver o cinema independente chegando tão longe, feito com garra e talento – muitas vezes, com muito pouco. Sigo acreditando nesse cinema, desde ‘Bicho de Sete Cabeças’.”

“O Último Azul” é o primeiro filme brasileiro a competir pelo Urso de Ouro desde 2020. Anteriormente, o Brasil venceu o prêmio com “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles, que também recebeu o Urso de Ouro de Melhor Atriz, para Fernanda Montenegro, e “Tropa de Elite” (2008), de José Padilha. O filme foi produzido por Rachel Daisy Ellis (“Boi Neon”, “Rojo”) e Sandino Saravia Vinay (Produtor associado de “Roma”, de Alfonso Cuarón e coprodutor dos filmes anteriores de Gabriel Mascaro).

O filme tem previsão para chegar aos cinemas brasileiros ainda em 2025, com distribuição da Vitrine Filmes.