O MangaDex, um dos maiores agregadores de mangás não licenciados, enfrentou uma ação massiva de editoras japonesas e coreanas, resultando na remoção de mais de 700 séries devido a notificações DMCA (Digital Millennium Copyright Act).
Entre as empresas envolvidas estão Kodansha, Square Enix, Naver e Kakao, muitas representadas pela empresa antipirataria Comeso. Títulos populares como The Apothecary Diaries (ou Diários de uma Apotecária) e Gachiakuta foram afetados, incluindo obras sem licença oficial no Ocidente — uma prática tecnicamente ilegal, mas até então tolerada por fãs.
A ação, considerada a maior já sofrida pelo site, surpreendeu a comunidade, já que o MangaDex se declara “sem fins lucrativos” (sem anúncios ou monetização). Moderadores admitiram que a escala dos pedidos de remoção é inédita, levantando preocupações sobre o futuro da plataforma. Embora o site tenha recentemente implementado políticas contra grupos de scanlation que lucravam excessivamente, a distribuição não autorizada permanece ilegal.
Especialistas sugerem que a estratégia coordenada visa desencorajar a pirataria, mas, como ocorreu com o extinto Batoto (antecessor do MangaDex), fãs podem migrar para novas plataformas. Enquanto editoras intensificam parcerias com entidades como a CODA no Japão, o caso expõe o desafio de equilibrar acesso global a conteúdos japoneses e os direitos autorais — especialmente para obras sem localização oficial. A remoção em massa pode marcar um ponto de virada na guerra contra a pirataria digital de mangás.
Vale lembrar que outros grandes sites com conteúdo de mangás também passaram pela mesma situação, como o Super Mangá, o Union Mangá e o Mangá Livre.
via Anime Corner
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