Em um acordo avaliado na casa dos sete dígitos, a Walt Disney Studios venceu uma disputada leilão contra Warner Bros. e Netflix e adquiriu os direitos da série de fantasia Impossible Creatures, da autora britânica Katherine Rundell.
A autora, que vai adaptar os dois primeiros livros da saga para os roteiros dos filmes, tornou-se um fenômeno literário comparado a Harry Potter, Jogos Vorazes e Crepúsculo. Ela é a primeira autora britânica desde J.K. Rowling a alcançar simultaneamente o primeiro lugar nas paradas de livros infantis do Reino Unido e dos Estados Unidos, com mais de quatro milhões de cópias vendidas mundialmente.
A Disney demonstrou confiança total no projeto. O CEO da Disney, Bob Iger, que acompanhou as negociações de perto, emitiu um comunicado entusiasmado: “Quando li ‘Impossible Creatures’, soube que ele estaria aqui, na Disney. Fui imediatamente atraído para o mundo vibrante que Katherine imaginou e as possibilidades do que poderíamos fazer juntos com esta história”.
A autora também se manifestou, declarando: “Estou absolutamente emocionada por unir forças com a Disney. É um privilégio estar escrevendo esses roteiros e desenvolvendo estes primeiros filmes da franquia juntos”.
Sobre o que é Impossible Creatures e o que a Disney pretende
A história se passa no mundo de Gilmouria Archipelago e segue Christopher, um menino humano que descobre uma entrada para um mundo mágico, e Mal, uma garota desse mundo oculto, que se unem para salvar criaturas mágicas afetadas pelo declínio de uma força vital que as mantém vivas.
A ambição da Disney é transformar a obra em uma franquia cinematográfica espetacular para entreter famílias em todo o mundo. O livro vendeu mais de 4 milhões de cópias, sendo primeiro lugar nas paradas dos EUA e Reino Unido, além de ganhar os prêmios de Autora do Ano e Livro Infantil do Ano no British Book Awards 2024.
A ideia original era que Impossible Creatures seria uma trilogia, mas agora é uma saga de cinco livros, com planos para spin-offs e livros-prequela. A estratégia por trás do investimento massivo da Disney, que vê no projeto o potencial para gerar filmes, merchandising e talvez até atrações para parques temáticos. Katherine Rundell é Fellow na Universidade de Oxford, o que – para muitos – acrescenta um selo de prestígio intelectual à franquia.
via Deadline.
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