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Backrooms: Um Não-Lugar (2026) Final Explicado do Filme de Terror da A24 Backrooms: Um Não-Lugar (2026) Final Explicado do Filme de Terror da A24

Backrooms: Kane Parsons não vê seu filme como terror tradicional

Filme retornou aos cinemas com 15 minutos a mais

O diretor Kane Parsons comentou sobre o sucesso de “Backrooms: Um Não-Lugar“, filme produzido pela A24 que se tornou o de maior bilheteria da história do estúdio independente.

Em coletiva de imprensa, o cineasta de 21 anos explicou ao O Povo sua abordagem para criar o longa, adaptado de seu próprio curta-metragem de 2022, que por sua vez surgiu de uma publicação em fórum online sobre “imagens inquietantes que simplesmente parecem estranhas”. Ele ressaltou que o filme, na verdade, não foi concebido como um terror convencional: “O objetivo não é tanto assustar ou horrorizar, mas sim evocar a introspecção, questionar certas relações entre as pessoas e o mundo exterior”, afirmou.

Parsons revelou que a produção surgiu de sua paixão pessoal por elementos abstratos de ficção científica, desejando que pessoas com interesses semelhantes também pudessem se conectar com os detalhes explorados. Sobre o apelo do filme a diferentes faixas etárias, inclusive aquelas que não costumam apreciar o gênero, o diretor afirmou que nunca pensou no trabalho em um contexto puramente assustador, mas sim como uma oportunidade para reflexão: “Quando você desconstrói a ideia, trata-se simplesmente de um espaço arquitetônico quase atemporal. Não há nada nele que torne a experiência de um jovem inerentemente mais relevante”. Ele também destacou que o filme aborda questões existenciais que podem ressoar com qualquer pessoa que já tenha enfrentado impasses na vida, oferecendo a possibilidade simbólica de “voltar atrás ou de reencontrar coisas que perdeu há muito tempo”.

O sucesso do longa, que chegou a ter uma versão estendida com 15 minutos adicionais relançada nos cinemas devido à demanda, consolida a A24 como um estúdio de peso no mercado independente. Parsons demonstrou maturidade ao equilibrar a grandiosidade do projeto com sua visão artística — uma busca contínua por autenticidade que, segundo ele, pode tanto ser efêmera quanto se tornar permanente. “Backrooms: Um Não-Lugar” já superou outros grandes sucessos da produtora, como “Marty Supreme” (2025) e “Tudo Em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” (2022).

via O Povo.