Com a estreia de Pânico 7 marcada para 27 de fevereiro, a franquia criada por Wes Craven volta a ocupar o centro do debate entre fãs e novos espectadores. Para entender o peso desse novo capítulo, vale revisitar todos os assassinos que vestiram a máscara do Ghostface nos cinemas até Pânico VI, além de observar quais expectativas cercam o futuro da saga. A seguir, um guia completo e atualizado dos Ghostfaces da franquia Pânico.
Pânico (1996): o início de tudo
O filme original apresentou o conceito que redefiniu o slasher moderno. O Ghostface inaugural foi dividido entre dois assassinos: Billy Loomis, interpretado por Skeet Ulrich, e Stu Macher, vivido por Matthew Lillard. Movidos por vingança, os dois planejaram uma série de assassinatos em Woodsboro após o caso entre a mãe de Sidney Prescott e o pai de Billy. A revelação da dupla estabeleceu a principal marca da franquia: o assassino nunca age sozinho — ao menos nos primeiros filmes.

Pânico 2 (1997): vingança como herança
Na sequência ambientada na universidade, o Ghostface surge novamente com motivações ligadas ao passado. A responsável intelectual pelos crimes é Debbie Salt, identidade falsa de Nancy Loomis, mãe de Billy, interpretada por Laurie Metcalf. Ao seu lado está Mickey Altieri, vivido por Timothy Olyphant, um estudante fascinado por violência midiática. O segundo filme amplia a escala dos assassinatos e reforça o ciclo de vingança como motor da narrativa.
Pânico 3 (2000): o assassino solitário
O terceiro capítulo rompe com a tradição da dupla ao revelar Roman Bridger, interpretado por Scott Foley, como o único Ghostface. Roman é apresentado como meio-irmão de Sidney Prescott e arquiteto dos eventos que desencadearam toda a tragédia da franquia. Ambientado em Hollywood, o filme assume um tom mais metalinguístico e centraliza a culpa em uma figura que atua nos bastidores.
Pânico 4 (2011): fama como motivação
Mais de uma década depois, a franquia retorna com foco na obsessão por celebridade e redes sociais. Jill Roberts, prima de Sidney, interpretada por Emma Roberts, revela-se uma das assassinas, ao lado de Charlie Walker, vivido por Rory Culkin. Jill deseja se tornar famosa como sobrevivente, atualizando o discurso da série para uma nova geração conectada.
Pânico (2022): legado e reinício
Conhecido informalmente como Pânico 5, o filme introduz novos protagonistas sem abandonar o passado. Richie Kirsch, interpretado por Jack Quaid, e Amber Freeman, vivida por Mikey Madison, são os Ghostfaces da vez. Ambos são fãs obsessivos da franquia fictícia Stab e usam essa devoção como justificativa para seus crimes, retomando a casa de Stu como palco do confronto final.
Pânico VI (2023): o Ghostface em família
Ambientado em Nova York, o sexto filme expande o conceito de vingança ao revelar três assassinos atuando juntos: o detetive Wayne Bailey (Dermot Mulroney), sua filha Quinn (Liana Liberato) e Ethan Landry (Jack Champion). Todos são parentes de Richie e buscam retaliar Sam e Tara Carpenter, elevando o número de Ghostfaces e a brutalidade das ações.

O que esperar de Pânico 7
Para Pânico 7, a principal expectativa gira em torno do retorno de personagens icônicos. Sidney Prescott, vivida por Neve Campbell, volta após ausência no filme anterior, ao lado de Gale Weathers (Courteney Cox) e dos sobreviventes mais jovens. Além disso, especulações envolvendo Stu Macher, Roman Bridger e até Dewey reacendem teorias sobre mortes falsas, flashbacks ou manipulações narrativas.
Independentemente do caminho escolhido, Pânico 7 carrega o desafio de honrar um legado construído por múltiplos assassinos, cada um reflexo de sua época. Revisitar todos os Ghostfaces deixa claro que a franquia sempre encontrou novas formas de reinventar o mesmo medo — e é exatamente isso que mantém a máscara viva após quase 30 anos.

PS: já assistimos ao filme e você confere a nossa crítica aqui.
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