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Venom 3 ou Venom: A Última Rodada - Final Explicado Venom 3 ou Venom: A Última Rodada - Final Explicado

Venom: A Última Rodada (2024) Final Explicado: Venom Morreu Mesmo?

Venom: A Última Rodada (Venom: The Last Dance, 2024) encerra a trilogia estrelada por Tom Hardy com uma decisão narrativa que tenta equilibrar encerramento emocional e abertura para o futuro. Depois de dois filmes focados na convivência caótica entre Eddie Brock e o simbionte, o terceiro capítulo muda o eixo da relação: agora, eles funcionam como uma unidade — e isso tem um preço. Confira o final explicado.

Logo no início, o filme estabelece a principal ameaça. Eddie continua tentando limpar seu nome após os eventos anteriores, enquanto ele e Venom passam a ser caçados por criaturas conhecidas como Xenófagos. Esses seres foram enviados por Knull, o criador dos simbiontes, que permanece preso em seu planeta de origem. O objetivo é capturar o chamado “códice”, uma ligação criada quando Venom salvou a vida de Eddie anteriormente.

Esse detalhe é central para entender o final: o códice funciona como uma chave capaz de libertar Knull. E há apenas uma maneira de destruí-lo — com a morte de Eddie ou de Venom.

O sacrifício de Venom no clímax

A batalha final acontece em uma instalação militar, em meio a uma sequência típica de destruição em larga escala. Ali, Eddie e Venom lideram outros simbiontes em um confronto direto contra os Xenófagos.

No entanto, a resolução é direta: Venom decide se sacrificar.

Ele se separa de Eddie, atraindo os inimigos para uma armadilha. Ao fazer isso, aceita sua própria destruição para garantir que o códice desapareça junto com ele. A lógica é simples: sem o códice, Knull não tem como escapar.

Esse momento marca a virada emocional do filme. A relação entre Eddie e Venom, que começou baseada em conflito e desconfiança, chega ao ponto máximo de conexão. O sacrifício deixa de ser apenas uma decisão estratégica e passa a funcionar como o encerramento de uma amizade.

Eddie Brock sobrevive — e o que isso significa

Após a explosão, Eddie acorda em um hospital. Ele está vivo, mas sem Venom. O simbionte, ao que tudo indica, foi completamente destruído junto com os Xenófagos.

O filme encerra esse arco com Eddie retornando a Nova York e observando a Estátua da Liberdade — um desejo que Venom havia expressado. A cena reforça a ausência do simbionte e transforma o momento em uma despedida simbólica.

Narrativamente, isso cumpre dois objetivos: fecha a jornada da dupla e posiciona Eddie como alguém que precisa seguir sozinho. Ao mesmo tempo, evita uma conclusão definitiva demais.

A cena pós-créditos e a sobrevivência dos simbiontes

Apesar do tom de encerramento, a cena pós-créditos deixa claro que o universo ainda pode continuar.

Um detalhe específico chama atenção: uma amostra de simbionte sobreviveu à destruição. O material estava armazenado em um frasco e não foi afetado pela explosão. Quando uma barata entra em contato com essa substância, o filme sugere que a criatura pode se tornar um novo hospedeiro.

Esse ponto é importante porque redefine a ideia de “fim”. Mesmo que o Venom que acompanhamos tenha desaparecido, o conceito de simbionte continua ativo.

Isso abre múltiplas possibilidades:

  • Eddie pode se unir a outro simbionte no futuro
  • Um novo hospedeiro pode surgir
  • O próprio simbionte pode evoluir de forma diferente

Ou seja, o filme encerra uma versão do personagem, mas não elimina o elemento que o torna possível.

Knull realmente representa uma ameaça?

Outra cena pós-créditos mostra Knull fazendo uma declaração ameaçadora. Ele afirma que seu “campeão caiu” e que a Terra está condenada.

O problema é que essa fala entra em contradição com a própria lógica do filme.

Knull precisava do códice para escapar de sua prisão. Como o códice foi destruído junto com Venom, não há indicação clara de como ele poderia agir diretamente contra a Terra. Isso enfraquece o impacto da ameaça.

Além disso, Knull é um personagem relativamente recente nos quadrinhos da Marvel, o que pode explicar sua presença mais limitada no filme. Diferente de vilões já consolidados, sua introdução aqui funciona mais como uma preparação do que como um desenvolvimento completo.

Na prática, a cena funciona mais como um gancho aberto do que como uma promessa concreta.

Venom morreu — mas não necessariamente para sempre

A resposta curta para a principal pergunta é: sim, Venom morre em Venom: A Última Rodada.

Mas a resposta completa é mais complexa.

O filme deixa claro que:

  • O simbionte que acompanhamos ao longo da trilogia foi destruído
  • Eddie Brock continua vivo
  • Outras formas de simbionte ainda existem

Isso significa que o “Venom” como identidade pode retornar, mesmo que não seja exatamente o mesmo personagem. A franquia já mostrou que diferentes combinações entre hospedeiros e simbiontes são possíveis.

Do ponto de vista do público, o fator central é Eddie Brock. A interpretação de Tom Hardy é o principal elemento de continuidade. Se o personagem voltar a se unir a outro simbionte, a essência de Venom pode ser recriada.

O futuro da franquia

O final de Venom: The Last Dance funciona como um encerramento e, ao mesmo tempo, como uma transição.

Depois do desempenho abaixo do esperado de outros títulos do universo derivado do Homem-Aranha da Sony, o filme assume a posição de capítulo final — pelo menos por enquanto. Ainda assim, a estratégia de deixar pontas abertas indica que o estúdio não descarta continuar explorando esse universo.

As possibilidades incluem:

  • Um novo filme com Eddie e outro simbionte
  • A introdução de novos personagens ligados aos simbiontes
  • Um eventual crossover com outras franquias

Já Knull parece menos provável de retornar no curto prazo, apesar da tentativa de apresentá-lo como uma grande ameaça.

Final explicado de Venom 3

O final de Venom: A Última Rodada aposta em um sacrifício para encerrar a trajetória de Venom ao lado de Eddie Brock. A decisão dá um peso emocional que a franquia raramente havia explorado até então.

Ao mesmo tempo, o filme evita um encerramento definitivo. A sobrevivência de amostras simbióticas e a continuidade de Eddie garantem que o universo permaneça aberto. Na prática, Venom morre — mas a ideia de Venom continua viva.