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Os Roses - Até que a Morte os Separe (The Roses) - FINAL EXPLICADO Os Roses - Até que a Morte os Separe (The Roses) - FINAL EXPLICADO

Os Roses (2025) Final Explicado: Qual o Destino de Ivy e Theo?

Os Roses: Até que a Morte os Separe (2025), dirigido por Jay Roach e protagonizado por Olivia Colman e Benedict Cumberbatch, leva ao extremo a fórmula da comédia sombria ao retratar a ruptura emocional e física do casamento de Ivy e Theo Rose. Ao longo de quase duas horas, o filme (disponível para assistir no Disney+) acompanha a escalada de ressentimentos, sabotagens e disputas que transformam um casal apaixonado em dois adversários determinados a vencer o divórcio a qualquer custo. O desfecho, que mistura humor ácido, tragédia e ironia, levanta dúvidas sobre o destino dos protagonistas e sobre o significado de sua última cena juntos.

A seguir, o final explicado e como ele se conecta ao legado do clássico A Guerra dos Roses (1989).

A direção da narrativa até o clímax

O filme mostra o início luminoso da relação entre Ivy e Theo, mas deixa claro que a estabilidade emocional do casal depende do equilíbrio de suas carreiras. Quando uma tempestade devasta a cidade, a situação muda completamente: Ivy se torna um fenômeno gastronômico, enquanto Theo vê seus projetos ruírem. A inversão de papéis alimenta mágoas silenciosas, e o que começa como pequenos incômodos evolui para frieza, insultos e disputas que corroem o que restava de cumplicidade.

A partir do momento em que o divórcio se torna inevitável, o filme concentra sua atenção na briga pela casa projetada por Theo — uma residência inteligente, símbolo do sucesso perdido, do orgulho ferido e da necessidade de controle dos dois. As provocações — inicialmente mesquinhas — ganham intensidade até se tornarem físicas, perigosas e imprevisíveis.

O que acontece no final de Os Roses?

A cena-chave do desfecho envolve a alergia de Ivy a framboesas, um elemento recorrente na trama e uma espécie de termômetro emocional do casal. No início do relacionamento, Theo cuidava de Ivy com atenção quando ela sofria reações alérgicas. Porém, no fim, quando Ivy passa mal após comer framboesas, Theo hesita em ajudá-la. A cena reforça até onde o ressentimento chegou: sua demora em aplicar a epinefrina é um gesto de manipulação para pressionar Ivy a ceder na disputa pela casa.

Theo acaba salvando Ivy, mas o episódio gera uma explosão de violência emocional e física. Eles se enfrentam sem filtros: Ivy saca uma arma, Theo destrói o forno profissional que simbolizava o auge da carreira dela. Os dois chegam ao limite, mas, ironicamente, é nesse ponto extremo que conseguem pela primeira vez falar com sinceridade.

Trancados no banheiro após a discussão, Ivy e Theo conversam de forma honesta sobre seus sentimentos. Ambos admitem que ainda se amam, apesar de tudo. Eles riem, choram e reconhecem que estavam prestes a perder algo que ainda importava. A reconciliação é breve, porém significativa: é o único momento em que conseguem se escutar sem defensivas.

Os Roses (2025) Análise e Explicação do filme
Os Roses

Mas quando Theo sai do banheiro para reacender a lareira — gesto que marca o possível começo de uma reconexão — o inevitável acontece. A destruição do forno durante a briga provocou um vazamento de gás pela casa, mostrado em cortes frequentes para a cozinha e o corredor. Assim que o fósforo acende, a tela se torna branca.

Ivy e Theo morrem no final?

O filme não mostra explicitamente a explosão ou seus corpos, mas tudo indica que ambos morrem. A montagem insiste no gás se acumulando, e a tela branca funciona como símbolo da explosão iminente. A reconciliação final, seguida pelo acidente, reforça o tom trágico da história: eles conseguem resolver seus conflitos apenas quando já é tarde demais.

O desfecho de Os Roses é ambíguo apenas na estética, não no resultado. Pela lógica visual e narrativa, Ivy e Theo não sobrevivem.

Comparação com A Guerra dos Roses

O clássico de 1989 também termina com a morte do casal, mas o tom é mais cruel. No filme estrelado por Michael Douglas e Kathleen Turner, Oliver e Barbara caem de um lustre após uma sabotagem, e Barbara rejeita o toque final do marido enquanto morre. É uma conclusão dura, marcada pela falta absoluta de perdão.

Já em Os Roses, o desfecho mantém a tragédia, mas acrescenta um elemento de reconciliação. Ivy e Theo se entendem antes da explosão; suas mortes resultam de um acidente e não de violência premeditada. Eles não morrem como inimigos — morrem como dois adultos que demoraram demais para admitir suas vulnerabilidades.

Essa mudança confere ao remake um tom agridoce: não há vitória, mas há reconhecimento mútuo.

Os Roses - Até que a Morte os Separe (The Roses) - FINAL EXPLICADO
Os Roses

Final Explicado:

O significado simbólico do final de Os Roses

O último ato de Os Roses aponta para um tema central do filme: o amor não acaba quando a frustração começa. Ivy e Theo nunca deixaram de se amar, mas perderam a capacidade de comunicar suas dores. Em diversos momentos — na terapia, na viagem a Nova York, nas tentativas isoladas de se aproximar — eles demonstram desejo de reconstrução, mas sempre esbarram em feridas não resolvidas.

O forno quebrado, o gás que se espalha, a lareira acesa: todos esses elementos funcionam como metáforas de como pequenos descuidos, não-intencionais, acumulam consequências irreversíveis. O filme sugere que o problema nunca foi a falta de amor, mas a falta de apoio mútuo. Theo precisava se sentir valorizado; Ivy precisava ser compreendida. Nenhum dos dois conseguiu oferecer o que o outro precisava até o momento final.

No fim, o reencontro emocional acontece, mas o tempo se esgota. A tragédia reforça a ironia central da história: quando finalmente encontram clareza, já não há espaço para recomeçar.