Sequência estreia em dezembro na Netflix
O filme O Troll da Montanha (Troll, 2022), dirigido por Roar Uthaug e disponível na Netflix, combina elementos de ação, aventura e fantasia para reinterpretar o folclore norueguês em um formato de blockbuster moderno. Estrelado por Ine Marie Wilmann como a paleontóloga Nora Tidemann, o longa acompanha o despertar de uma criatura colossal nas montanhas de Dovre e a tentativa das autoridades de impedir que ela destrua Oslo. Mas por trás da narrativa de desastre, o filme também carrega críticas ambientais, históricas e culturais — e o final deixa pistas sobre o futuro para esse universo com a sequência agendada para estrear em dezembro. Confira o final explicado do filme O Troll da Montanha:
O despertar do Troll e a investigação de Nora
A trama de O Troll da Montanha começa quando uma explosão nas montanhas de Dovre desperta uma criatura mítica que estava aprisionada por mil anos. Nora Tidemann é convocada pelo governo para ajudar a investigar o incidente e logo percebe que os contos folclóricos de seu pai, Tobias, podem conter a chave para entender o que está acontecendo.
Durante a investigação, Nora, Tobias e uma equipe militar encontram o enorme Troll e confirmam sua existência. A reação das autoridades é imediata: deter a criatura com força militar. No entanto, os ataques só aumentam sua fúria. Tobias tenta dialogar com o monstro, mas acaba sendo morto após uma explosão causada pelos tanques. Antes de morrer, ele deixa algumas palavras que Nora tenta decifrar — “palácio”, “rei” e “lar” —, que mais tarde se revelam cruciais para o desfecho.
A origem do Troll e a crítica à história da Noruega
A busca de Nora pelas respostas leva ao Palácio Real, onde ela descobre que o local foi construído sobre antigas ruínas de um reino de trolls. Rikard Sinding, funcionário da corte, revela que durante a cristianização da Noruega, o rei Olav, o Santo, exterminou quase todos os trolls para consolidar a nova fé, enterrando o passado pagão do país.
O Troll que despertou seria o antigo Rei das Montanhas, aprisionado nas profundezas de Dovre. Esse detalhe transforma o filme em uma metáfora histórica: o monstro simboliza o passado apagado pela conversão religiosa e pela modernização, enquanto o governo e os militares representam a tentativa de eliminar novamente aquilo que foge do controle humano.
O filme também reforça um subtexto ambiental. A criatura desperta após uma explosão causada por obras humanas nas montanhas — um reflexo da exploração descontrolada da natureza. Assim como Godzilla, o Troll é tanto uma ameaça quanto uma consequência das ações humanas.

O plano de Nora para salvar Oslo
Enquanto o exército prepara o lançamento de um míssil nuclear para eliminar o Troll, Nora descobre que ele é vulnerável à luz solar e às ondas sonoras dos sinos das igrejas, conforme descrito no folclore. Em uma última tentativa de impedir o ataque, ela decide atrair a criatura para uma área aberta, onde um grupo de soldados e luzes de alta intensidade aguardam.
Com a ajuda de Andreas e do Capitão Kris, Nora prende um crânio de troll em uma caminhonete e o usa como isca para guiar o gigante até o local da armadilha. Paralelamente, Sigrid, colega de Andreas, hackeia o sistema de defesa nacional para impedir o lançamento do míssil. O plano funciona parcialmente: a criatura é encurralada pelas luzes ultravioleta e começa a se transformar em pedra.
Mas, ao vê-lo sofrer, Nora hesita. Ela desliga os refletores e tenta convencê-lo a voltar para as montanhas. Pela primeira vez, a interação entre os dois é pacífica — um momento que sugere empatia e entendimento entre o humano e o mítico. No entanto, o sol nasce logo em seguida e petrifica o O Troll da Montanha de forma definitiva.

O final explicado de O Troll da Montanha
O desfecho de O Troll da Montanha é tanto trágico quanto simbólico. O monstro não morre em batalha, mas por uma força natural — a luz do sol, que representa o inevitável avanço do tempo e a exposição da verdade. Nora não vence o Troll com armas, mas com compreensão. O gesto final dela, ao desligar os refletores e tentar poupá-lo, revela uma mensagem clara: a coexistência com o que é diferente é possível, mas a humanidade raramente escolhe esse caminho.
Após a morte do Troll, Nora nomeia a formação rochosa deixada por ele de “Tobias Boulder”, em homenagem ao pai, que sempre acreditou na existência dos gigantes e na harmonia entre humanidade e natureza. O ato fecha o ciclo de crença e legado familiar que percorre toda a narrativa.
O governo, por sua vez, comemora o fim da ameaça, sem perceber que a criatura foi apenas uma vítima de circunstâncias históricas e ambientais. Essa ironia reforça a crítica central do filme: os humanos continuam tentando controlar a natureza com destruição, sem reconhecer sua própria responsabilidade.
Cena pós-créditos de O Troll da Montanha: o que ela revela
Durante os créditos intermediários, o filme mostra o interior de uma caverna e um novo movimento sob as rochas — a indicação clara de que outro Troll está desperto. A sugestão é que ele possa ser o filho do Rei das Montanhas, mencionado nas lendas. Essa cena abre caminho para a sequência, ampliando o universo mitológico construído por Uthaug e Espen Aukan.
A aparição também reforça o subtexto ambiental do filme O Troll da Montanha: enquanto a humanidade continuar interferindo nas forças naturais, novas consequências surgirão. O ciclo de destruição e retribuição nunca se encerra, apenas muda de forma.
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