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O Assassino do TikTok Explicado - Documentário da Netflix O Assassino do TikTok Explicado - Documentário da Netflix

O Assassino do TikTok (2026) Explicado (Netflix): O Que Aconteceu com Esther?

A minissérie documental O Assassino do TikTok, lançada pela Netflix em 2026, reconstrói um caso criminal que começou com o desaparecimento de uma mulher e terminou revelando a atuação de um criminoso reincidente. A produção investiga a morte de Esther Estepa, criadora de conteúdo que desapareceu na Espanha em 2023, e acompanha o caminho percorrido por familiares, advogados e investigadores até identificar o principal suspeito: José Jurado Montilla, conhecido nas redes sociais como “Dinamita Montilla”.

Ao longo dos episódios de O Assassino do TikTok, o documentário apresenta depoimentos da família, registros de redes sociais e detalhes da investigação policial. O resultado é um retrato de como uma busca iniciada por familiares acabou revelando um passado criminal ignorado pelas autoridades e uma série de evidências que levaram à prisão do suspeito.

O que acontece em O Assassino do TikTok, doc da Netflix

O desaparecimento de Esther Estepa

Antes do desaparecimento, Esther mantinha uma relação próxima com a família em Sevilha, no sul da Espanha. Filha de Pepa e Antonio Estepa, ela cresceu ao lado da irmã Raquel em um ambiente familiar descrito como unido. Segundo os relatos apresentados na série, Esther demonstrava desde jovem o desejo de viajar e experimentar diferentes estilos de vida.

Em 2013, decidiu sair da casa dos pais para trabalhar em diversas regiões do país. Ao longo dos anos, passou por empregos temporários e mudanças frequentes de cidade. Essa rotina refletia seu desejo de explorar novos lugares, mas também trouxe instabilidade financeira e pessoal.

Mesmo vivendo longe, Esther mantinha contato constante com a mãe. As duas conversavam quase todos os dias por telefone. Por isso, quando Pepa recebeu mensagens estranhas pelo WhatsApp em 23 de agosto de 2023, a situação chamou atenção imediatamente.

Nos textos, Esther afirmava que pretendia cortar relações com a família e viajar para a Argentina com uma amiga. O conteúdo das mensagens parecia estranho para quem a conhecia. Segundo a irmã Raquel, havia erros de digitação e expressões incomuns, o que levantou a suspeita de que outra pessoa poderia ter escrito aquelas mensagens.

Após insistir em ligações sem resposta, Pepa percebeu que algo estava errado. O telefone de Esther foi desligado pouco depois e nenhum novo contato foi feito. Dois dias depois, a família procurou a polícia.

A investigação que começou pela própria família

Quando os familiares registraram o desaparecimento, enfrentaram um obstáculo comum em casos envolvendo adultos: como Esther tinha 42 anos, a polícia inicialmente tratou a situação como uma possível decisão voluntária de se afastar da família.

Sem avanços oficiais imediatos, os parentes decidiram investigar por conta própria. Nesse processo, descobriram que Esther havia passado por um relacionamento abusivo em Almería e buscado ajuda em um abrigo para mulheres em Mutxamel. Lá, fez amizade com duas mulheres chamadas Elena e Encarni.

Após deixar o abrigo, Esther mudou-se para Alicante, onde teve um relacionamento breve com um homem chamado Marcelo. Quando o romance terminou, ela decidiu viajar pelo país.

Foi nesse período que conheceu José Jurado Montilla, um homem mais velho que publicava vídeos de viagem no TikTok. Montilla tinha um pequeno público interessado em seu estilo de conteúdo, que mostrava passeios por cidades e estradas da Espanha. Segundo a série, Esther decidiu acompanhá-lo em algumas viagens pela península. A decisão parecia, naquele momento, apenas mais um capítulo da vida itinerante que ela vinha levando.

Jose Jurado Montilla e a história real do assassino do tiktok
O Assassino do TikTok

A última vez que Esther foi vista

Antes de iniciar essa viagem, Esther passou um período na casa de um amigo, Miguel Ángel, em Tarragona. Ele e a companheira, Vanesa, ofereceram abrigo enquanto ela buscava trabalho.

Miguel chegou a ajudá-la a encontrar empregos temporários durante o verão, mas a relação acabou se desgastando. Segundo o relato apresentado no documentário, Esther não permaneceu nos empregos por muito tempo, o que gerou discussões.

Após sair da casa do amigo, ela voltou para Alicante e retomou contato com Montilla. Foi então que decidiu viajar com ele. Os dois passaram por diferentes cidades da Espanha e, em determinado momento, chegaram a Gandía, na costa mediterrânea. Esse local seria o último ponto conhecido da jornada de Esther.

A descoberta do corpo meses depois

Durante quase nove meses, não houve qualquer pista concreta sobre o paradeiro de Esther. A situação mudou quando turistas encontraram um crânio humano em uma área isolada próxima a um antigo forte em Gandía.

Inicialmente, especialistas acreditaram que os restos mortais poderiam estar ligados à Guerra Civil Espanhola, mas exames posteriores confirmaram que o crânio pertencia a Esther Estepa. Após buscas na região, o restante do corpo também foi encontrado. Os exames indicaram que a vítima havia morrido após sofrer um golpe na cabeça com um objeto pesado.

A descoberta reforçou as suspeitas sobre Montilla, já que ele havia visitado Gandía com Esther e alegava ter se separado dela naquele local.

Quem é José Jurado Montilla, O Assassino do TikTok

Na internet, Montilla cultivava a imagem de um viajante solitário e entusiasmado com a vida na estrada. Porém, alguns de seus vídeos também revelavam comportamentos que despertaram críticas.

Em diversas gravações, ele fazia comentários sobre mulheres mais jovens e frequentemente insinuava relações amorosas durante suas viagens. Após o desaparecimento de Esther, passou a afirmar em vídeos que os dois haviam tido um relacionamento.

A família da vítima rejeita essa versão. Para eles, Montilla inventava histórias para se promover nas redes sociais. Com o avanço das investigações, outro fato veio à tona: Montilla tinha um longo histórico criminal. Nos anos 1980, ele havia sido condenado por vários homicídios cometidos na região de Málaga.

Apesar da condenação de mais de um século de prisão, ele cumpriu cerca de 28 anos e foi libertado em 2013. Depois disso, passou a viver como um homem livre e começou a produzir conteúdo online.

O crime que levou à captura

Antes mesmo de Esther desaparecer, outro assassinato havia chamado a atenção da polícia. Um jovem de 21 anos chamado David foi morto a tiros em uma propriedade rural na região de Málaga. Testemunhos indicaram que o jovem havia comentado sobre um homem mais velho que costumava circular pela área caçando raposas. Pouco antes de morrer, David chegou a dizer ao pai que havia sido atacado por um “velho maltrapilho”.

Na cena do crime, investigadores encontraram DNA em um zíper da mochila da vítima. A análise apontou correspondência com membros da família Jurado. Esse resultado levou a polícia a reexaminar o histórico de José Jurado Montilla. A partir daí, os investigadores passaram a rastrear seus movimentos.

Como a polícia encontrou Montilla

A localização do suspeito não foi simples. Montilla publicava vídeos nas redes sociais apenas depois de deixar cada local, dificultando o rastreamento. Após meses de busca, ele foi localizado na cidade de Badajoz, perto da fronteira com Portugal. A polícia suspeitava que ele poderia deixar o país.

Investigadores enviaram agentes disfarçados para coletar amostras de DNA do suspeito. O material foi comparado com as evidências do caso David. O resultado indicou correspondência direta. Com isso, Montilla foi preso pelo assassinato do jovem.

O Assassino do TikTok Explicado - Documentário da Netflix
O Assassino do TikTok

A prova decisiva no caso Esther

Embora a prisão resolvesse um dos crimes, ainda não havia provas suficientes para ligá-lo diretamente ao assassinato de Esther. O advogado da família, Juan Manuel Medina, passou então a buscar novas evidências. Uma das pistas surgiu quando o médico que atendeu Esther em um hospital de Gandía confirmou que ela estava acompanhada por um homem semelhante a Montilla.

Mesmo assim, a prova decisiva surgiu apenas quando o telefone do suspeito foi analisado pela polícia. No aparelho, investigadores encontraram fotos do corpo de Esther e imagens que indicavam que ela havia sido vítima de violência antes da morte. Esse material foi considerado evidência suficiente para relacionar Montilla ao crime.

O Assassino do TikTok: onde está o acusado hoje?

Após essas descobertas, José Jurado Montilla passou a responder por duas acusações principais: o assassinato de David e o estupro e homicídio de Esther Estepa.

O processo judicial ainda estava em andamento durante a produção da série. Por esse motivo, autoridades policiais não participaram das entrevistas do documentário, evitando divulgar informações que pudessem interferir no julgamento. Os produtores também tentaram obter uma declaração do acusado por meio de seus advogados, mas não houve resposta.

A minissérie O Assassino do TikTok encerra sua narrativa com uma reunião de familiares e amigos de Esther, que lembram sua história e destacam o impacto de sua morte. O caso permanece como exemplo de como investigações iniciadas por famílias podem revelar falhas institucionais e trazer novos elementos para crimes que pareciam sem solução.