Robert Eggers, o mestre do “terror folclórico” por trás de “A Bruxa”, “O Farol”, “O Homem do Norte” e o recente “Nosferatu”, está de volta com um novo mergulho no horror medieval. Depois de explorar bruxas, vikings e vampiros, o diretor foca em uma das criaturas mais icônicas do cinema: o lobisomem. No entanto, não espere encontrar aqui as clássicas balas de prata ou a maldição da mordida. Em Werwulf, o diretor promete uma abordagem radicalmente diferente, baseada em pesquisas históricas profundas e em uma estética brutalmente realista, como o primeiro trailer mostra.
Data de lançamento de “Werwulf” no Brasil
A previsão de lançamento de “Werwulf” nos cinemas brasileiros está 7 de janeiro de 2027, na primeira semana do ano (mas isso pode ser modificado pela Universal). Já o lançamento nos Estados Unidos está programado para o dia 25 de dezembro de 2026, com estreia no Reino Unido em 1º de janeiro de 2027.
Sobre o que é “Werwulf”?
A trama se passa na Inglaterra do ano 1300, um período medieval brutal e hostil. O protagonista é um fazendeiro sem nome (interpretado por Aaron Taylor-Johnson), um homem atormentado por uma terrível maldição que o transforma em algo bestial e fora do controle. Segundo uma das entrevistas de Eggers, a história é sobre um “homem que foi amaldiçoado e está procurando salvação através do amor” .
Ainda de acordo com Eggers, a esposa do fazendeiro é descrita como o “coração do filme”, uma camponesa e mãe de algumas crianças que implora pela proteção do marido contra sua própria “maldição”. O filme também apresentará um caçador que provavelmente será o antagonista da história.
Por que o ano 1300?
A escolha do período não é aleatória. Eggers explica que, por volta de 1300, a Inglaterra estava prestes a exterminar todos os seus lobos, uma medida para proteger a indústria da lã. Com o fim dos lobos reais, o folclore sobre lobisomens na Inglaterra também desapareceu. Portanto, este é o último momento da história britânica em que uma lenda de lobisomem poderia ser verossímil para a população.
Para enriquecer a mitologia, o diretor recorreu a textos europeus continentais, onde as histórias de lobisomens muitas vezes surgiam para explicar atos de violência tão horrendos que a população se recusava a acreditar que um ser humano comum pudesse cometê-los. A pesquisa de Eggers revelou que muitos dos “lobisomens” julgados na Idade Média eram, na verdade, homens com passados de trauma infantil severo. O filme deve explorar essa psicologia, usando a licantropia como uma metáfora para a perda de controle e a brutalidade que pode surgir da dor e do trauma.
Adeus aos clichês?
Eggers quer se livrar dos clichês cinematográficos modernos. Em “Werwulf”, não haverá balas de prata, a maldição não será transmitida por uma mordida, e a conexão com a lua cheia, embora presente, vem de textos ingleses e islandeses muito antigos. O diretor afirma que a ideia é “apertar o botão de reset” e voltar às raízes do folclore para criar algo fresco e autêntico.
Elenco principal de “Werwulf”
O filme reúne um elenco repleto de colaboradores habituais de Eggers, como Aaron Taylor-Johnson (Nosferatu) interpretando o fazendeiro sem nome e amaldiçoado. Por sinal, Eggers descreve a performance de Aaron como “angustiante”, afirmando que está é “sem dúvida, sua melhor atuação”. O ator passou meses em treinamento, estudando o comportamento de lobos de verdade para compor sua transformação física.
Além de Taylor-Johnson, outra presença é a de Lily-Rose Depp (que também esteve em Nosferatu) vivendo a esposa do fazendeiro. O trailer mostra que atriz passou por uma transformação física, com um trabalho de maquiagem, para viver uma camponesa medieval. Outro que retorna é o fantástico Willem Dafoe (O Farol, Nosferatu) no papel do caçador, este que parece ser o antagonista da trama.
Visual e quem está envolvido
A estética de “Werwulf” promete ser ainda mais suja e opressiva que a dos filmes anteriores de Eggers. O filme foi rodado em filme de 35mm e passou por um processo de pós-produção que dá aos tons de pele um aspecto “doente” além da granulação característica do preto e branco. As locações foram construídas do zero, incluindo igrejas baseadas em estruturas reais do século XIV, e o diretor afirma que o mundo do filme é “lama, sangue, esterco, chuva, dor e sofrimento” (algo muito atraente para os espectadores do cineasta).
O roteiro foi escrito por Eggers em parceria com o islandês Sjón, com quem já havia colaborado em “O Homem do Norte”. Para garantir a autenticidade, os diálogos foram desenvolvidos em inglês da época do século 13, com a ajuda de dois professores da Universidade de Oxford, e depois adaptados com um coach de dialeto para o inglês moderno. A preparadora de movimentos Marie Gabriel-Rotie (O Homem do Norte, Nosferatu) retorna para trabalhar a expressão corporal dos atores, principal de Taylor-Johnson. O diretor de fotografia Jarin Blaschke e diretor de arte Craig Lathrop, que são parceiros nos trabalhos de Robert Eggers, também retornam “Werwulf”.
Fonte: Empire Online; Esquire.
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