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Baran Al-Hashimi em The Pitt Baran Al-Hashimi em The Pitt

The Pitt piorou? Saiba porque a série vem sofrendo críticas

A segunda temporada de The Pitt chegou ao fim no HBO Max cercada por expectativas elevadas após um primeiro ano que conquistou público e crítica. Mesmo mantendo um padrão técnico consistente, a nova leva de episódios passou a receber críticas frequentes, especialmente entre fãs de dramas médicos. A seguir, reunimos e reestruturamos os principais pontos que explicam por que a temporada 2 foi considerada inferior à anterior.

Expectativas elevadas após uma estreia forte

O principal desafio da segunda temporada foi superar — ou ao menos igualar — o impacto da primeira. O ano inaugural de The Pitt estabeleceu um padrão alto em narrativa, desenvolvimento de personagens e tensão dramática. Assim, qualquer oscilação passou a ser mais perceptível.

Embora a segunda temporada mantenha qualidades técnicas — como atuações consistentes, direção eficiente e bom uso do ambiente hospitalar —, o roteiro não sustentou o mesmo nível de precisão. A sensação predominante é de que a série continuou competente, mas sem alcançar o mesmo envolvimento dramático.

A saída antecipada de Samira e o impacto narrativo

Um dos pontos mais criticados foi a forma como a produção lidou com a personagem Samira. A confirmação oficial de que a personagem não retornaria para uma terceira temporada criou uma expectativa de encerramento significativo — algo que não se concretizou.

Ao longo dos episódios finais, Samira ainda demonstra vínculos com o hospital e considera seguir carreira na instituição. Isso gera uma desconexão entre o que foi anunciado fora da tela e o que é mostrado na narrativa. Para parte do público, essa decisão prejudicou o impacto emocional do arco da personagem.

Final explicado do episódio 1 da 2ª Temporada de The Pitt

Personagens importantes deixados de lado

Outro problema recorrente apontado pelos fãs foi o desaparecimento ou a redução drástica de personagens relevantes. Nomes que tiveram peso na primeira temporada praticamente não aparecem ou sequer são mencionados.

Ao mesmo tempo, novos personagens não recebem desenvolvimento suficiente para ocupar esse espaço. Isso cria uma sensação de desequilíbrio no elenco e dificulta a conexão emocional do público com as novas tramas.

Desenvolvimento controverso de Baran

A personagem Baran surge como uma possível substituta de liderança, mas seu arco toma um rumo inesperado ao introduzir uma condição médica que compromete sua atuação profissional.

A decisão narrativa foi vista como uma oportunidade perdida. Em vez de consolidar uma nova dinâmica no hospital, a série opta por retirar essa possibilidade, mantendo o protagonismo concentrado. Isso reduz o potencial de renovação da história.

Robby no centro de tudo

O protagonista Robby continua sendo o eixo da narrativa, mas sua construção gerou debates. Mesmo enfrentando conflitos internos intensos, seu desempenho profissional permanece praticamente inabalável.

Essa escolha cria um contraste com outros personagens, que cometem erros e enfrentam consequências diretas. A falta de impacto real das crises de Robby no ambiente de trabalho faz com que parte do público questione a coerência do desenvolvimento.

Tramas que não chegam a uma conclusão em The Pitt

A segunda temporada apresenta diversos casos e subtramas que começam com destaque, mas não recebem desfechos satisfatórios. Pacientes recorrentes desaparecem sem explicação e conflitos são abandonados ao longo dos episódios.

Esse acúmulo de histórias incompletas contribui para uma narrativa fragmentada, reduzindo o impacto geral da temporada.

Conflitos principais pouco explorados

Elementos que pareciam centrais — como o apagão digital e grandes acidentes — acabam tendo resolução rápida ou impacto limitado. A expectativa criada pelos primeiros episódios não se sustenta ao longo da temporada.

Como resultado, o senso de urgência, essencial em dramas médicos, perde força em momentos-chave.

Inserções comerciais evidentes

Outro ponto que chamou atenção foi a presença de possíveis inserções de produtos dentro da narrativa. Cenas envolvendo marcas específicas aparecem de forma destacada, o que quebra a imersão.

Esse tipo de recurso, pouco perceptível na primeira temporada, se torna mais evidente na segunda, gerando incômodo em parte do público.

The Pitt, série médica da Max - um dos maiores vencedores do EMMY 2025
The Pitt. Créditos da imagem: Max

Excesso de explicações nos diálogos

A construção narrativa também sofreu com um problema clássico: explicar demais em vez de mostrar. Em diversos momentos, personagens verbalizam sentimentos e conflitos que poderiam ser transmitidos por ações ou silêncios.

Isso reduz a naturalidade das cenas e torna alguns diálogos repetitivos, afetando o ritmo dos episódios.

Duração inconsistente dos episódios

A proposta da série — acompanhar um turno hospitalar em tempo quase real — depende de uma estrutura bem definida. No entanto, a duração irregular dos episódios compromete essa ideia.

A sensação de passagem de tempo nem sempre é convincente, o que enfraquece um dos conceitos mais interessantes da produção.

Influência do fandom e fanservice em The Pitt

Por fim, há sinais de que a série passou a responder diretamente a demandas do público, especialmente em relação a dinâmicas entre personagens. Esse tipo de ajuste pode agradar parte da audiência, mas também corre o risco de comprometer a coerência narrativa.

Quando decisões parecem guiadas por tendências externas, a identidade da obra pode se diluir.

A segunda temporada de The Pitt não representa uma queda drástica de qualidade, mas evidencia dificuldades em manter o nível estabelecido anteriormente. Problemas de roteiro, decisões narrativas questionáveis e expectativas externas contribuíram para uma recepção mais crítica.

Ainda assim, a base da série The Pitt permanece sólida. Com ajustes na condução das histórias e maior foco no desenvolvimento consistente dos personagens, há espaço para recuperação em uma eventual terceira temporada.