O longa Terror em Shelby Oaks (Shelby Oaks, 2025) chegou aos cinemas trazendo uma atmosfera de mistério que mistura found footage com o formato de documentário criminal. A história acompanha Mia (Camille Sullivan), que busca respostas sobre o desaparecimento da irmã Riley (Sarah Durn), integrante de um canal de investigação paranormal no YouTube. A forma como o filme é construído, com imagens granuladas, fitas perdidas e entrevistas sobre eventos inexplicáveis, faz com que muitos espectadores se perguntem: será que Terror em Shelby Oaks é baseado em uma história real?
Terror em Shelby Oaks não é inspirado em fatos reais, mas sim em uma HISTÓRIA REAL
Apesar da ambientação realista e da estética documental, Terror em Shelby Oaks não é baseado em uma história verídica. A trama e os personagens são totalmente fictícios — e, como o próprio diretor observou em entrevistas, os demônios e entidades sobrenaturais que aparecem no longa pertencem ao universo da ficção. No entanto, o enredo tem raízes emocionais e pessoais ligadas à trajetória de Chris Stuckmann, o cineasta e crítico de cinema que comanda o projeto.
As experiências pessoais que inspiraram Chris Stuckmann
O ponto de partida emocional do filme surgiu de uma lembrança dolorosa do próprio Stuckmann. Quando ele tinha 12 anos, sua irmã foi desassociada das Testemunhas de Jeová, o que o impediu de vê-la por cerca de uma década devido às regras da religião. Essa separação familiar marcou profundamente o diretor e acabou se refletindo no roteiro. A personagem Mia, que se recusa a aceitar que a irmã desaparecida esteja morta, nasce desse mesmo sentimento de perda e de busca por reconexão.
Dessa forma, ainda que Terror em Shelby Oaks não retrate um evento real, ele carrega uma verdade emocional. O desaparecimento de Riley e a insistência de Mia em descobrir a verdade funcionam como metáforas do distanciamento e da tentativa de restabelecer laços rompidos.
Um projeto pessoal com raízes na vida real
O filme marca a estreia de Chris Stuckmann na direção de longas-metragens e foi financiado inicialmente por meio de uma campanha de crowdfunding no Kickstarter, que atraiu milhares de apoiadores. Mais tarde, a produtora Neon entrou no projeto e garantiu sua finalização e distribuição nos cinemas.

Além da inspiração pessoal, Stuckmann também incorporou elementos de sua própria cidade natal. Parte das cenas foi gravada nas ruínas do Chippewa Lake Park, um parque de diversões abandonado em Ohio, o que ajudou a criar a atmosfera decadente e misteriosa de Shelby Oaks.
O toque de realismo vem do YouTube
Outro detalhe que contribui para o realismo do filme é o cenário de 2008, quando o YouTube ainda era uma plataforma em crescimento e vídeos “paranormais” geravam grandes debates sobre autenticidade. Essa ambientação resgata a sensação de dúvida que marcou a internet daquela época — quando ainda era possível se perguntar se o que se via em vídeo era real.
Portanto, Terror em Shelby Oaks não é baseado em uma história real, mas nasce de experiências pessoais e memórias que Chris Stuckmann transformou em uma ficção sombria e emocionalmente verdadeira.
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