Na 3ª temporada do anime de Jujutsu Kaisen, o universo criado Gege Akutami entra numa espécie de battle royale chamado de o “Jogo do Abate” ou “Migração à Extinção”. Mas este não é um simples torneio, mas um “ato de terrorismo jujutsu em escala nacional” como colocado no anime, orquestrado pelo vilão Kenjaku (que se revelou já ter sido Noritoshi Kamo) logo após os eventos catastróficos do Incidente de Shibuya. O objetivo final desse “jogo” é nada menos que forçar uma evolução da humanidade, fundindo-a com energia amaldiçoada em um nível jamais visto.
Mas como funciona esse jogo mortal? O Jogo do Abate é um ritual de barreira em larga escala que cobre o Japão com dez colônias distintas, conectadas por uma linha que atravessa o arquipélago. Dentro dessas colônias, os participantes – os “jogadores” – são forçados a uma batalha real até a morte. Os jogadores ganham pontos ao eliminar uns aos outros, e esses pontos podem ser usados para uma funcionalidade crucial: adicionar novas regras ao jogo.
Os Jogadores: Quem é Forçado a Participar?
Kenjaku não convida voluntários. Os participantes são majoritariamente pessoas comuns que ele “marcou” antes do início do conflito. Eles se dividem em dois grupos:
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Receptáculos: Pessoas que, como Yuji Itadori, ingeriram objetos amaldiçoados – na verdade, os restos de feiticeiros da Era Heian com quem Kenjaku fez pactos. Eles despertam como hospedeiros para essas antigas e poderosas consciências.
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Novos Feiticeiros: Pessoas como Junpei Yoshino (que morreu na 1ª temporada quando estava virando amigo do Yuji), que possuíam cérebros originalmente incapazes de usar jujutsu, mas que tiveram sua biologia alterada pela técnica Transfiguração Inerte de Mahito. Eles despertam técnicas amaldiçoadas únicas, tornando-se feiticeiros da era moderna.
Ao despertar, esses participantes recebem uma mensagem do Kogane, um shikigami que serve como interface do jogo, revelando que estes têm 19 dias para declarar sua participação em uma das colônias. Recusar ou ignorar o chamado resulta em “Remoção de Técnica Amaldiçoada”, uma penalidade fatal que destrói o cérebro do jogador (vira camisa de saudade/morre).
Jogo do Abate ou Migração à Extinção: qual é o objetivo oculto disso tudo?
Matar por pontos, no entanto, é apenas a camada superficial. O verdadeiro propósito do Jogo do Abate é servir como um ritual de preparação para um evento apocalíptico chamado “A Grande Fusão”.
Kenjaku pretende usar a energia amaldiçoada massiva gerada pelas mortes dentro das colônias para alimentar um ritual. Este ritual forçaria a fusão de Mestre Tengen – a pessoa-barreira cuja consciência se fundiu com o país – com toda a população do Japão. O resultado seria a criação de uma nova forma de vida, uma amálgama de energia amaldiçoada que transcenderia feiticeiros e maldições, realizando a visão distorcida de Kenjaku de “evolução”.
Regras e Pontuação: A Estrutura da Carnificina
As regras são rígidas e transmitidas pelo Kogane:
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Pontuação: Eliminar um feiticeiro ou maldição vale 5 pontos. Eliminar um não-feiticeiro vale 1 ponto.
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Adição de Regras: Ao acumular 100 pontos, um jogador pode propor uma nova regra ao “mestre do jogo”. A regra deve ser aceita, desde que não tenha um “efeito duradouro” no jogo.
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Prazo Mortal: Se um jogador não alterar sua pontuação (ou seja, não matar ninguém) por 19 dias, ele também sofre a Remoção de Técnica Amaldiçoada.
Dito isso, toda essa estrutura criada por Kenjaku cria um ciclo vicioso de violência obrigatória, onde até os relutantes são forçados a matar para sobreviver. O Jogo do Abate é, portanto, a trama mais ambiciosa e sinistra em “Jujutsu Kaisen”, um mecanismo maligno que testa não apenas a força, mas a moralidade e a criatividade dos personagens para sobreviverem e subverterem um sistema projetado para sua aniquilação.
A 3ª temporada do anime de “Jujutsu Kaisen” está em andamento, com novos episódios semanais.
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