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Alien Romulus é um resgate da franquia às suas origens Alien Romulus é um resgate da franquia às suas origens

Como Alien: Romulus se conecta ao universo Alien?

A busca pela vida extraterrestre sempre fascinou a humanidade, mas, no universo da franquia Alien, a descoberta dos xenomorfos provou ser um erro fatal.

Desde 1979, quando Ridley Scott apresentou Alien: O Oitavo Passageiro, o público acompanha a ameaça desses predadores espaciais, que unem horror biológico e ficção científica. Agora, com Alien: Romulus, dirigido por Fede Álvarez e produzido por Scott, a saga chega ao sétimo filme, explorando novos personagens, mas mantendo vínculos diretos com o cânone estabelecido.

Na preparação para a estreia da série Alien: Earth, que ocorre em breve no Disney+, resolvemos explorar um pouco mais sobre o último filme lançado da franquia para saber como ele se relaciona neste fabuloso universo.

A história de Alien: Romulus

A trama acompanha Rain Carradine (Cailee Spaeny) e seu irmão androide adotivo, Andy (David Jonsson), que, junto a um grupo de jovens colonos, busca fugir do opressivo assentamento de mineração Jackson’s Star. O plano envolve invadir o que acreditam ser uma estação espacial abandonada, orbitando o planetoide onde vivem, na esperança de encontrar tecnologia para alcançar outro mundo. Porém, a nave — chamada Romulus — guarda segredos letais ligados à megacorporação Weyland-Yutani.

Embora funcione como narrativa independente, Romulus incorpora elementos centrais dos filmes anteriores, conectando-se tanto ao Alien original quanto às prequelas Prometheus (2012) e Alien: Covenant (2017). Segundo Álvarez, a produção foi cuidadosa para respeitar o cânone e inserir referências que recompensam fãs atentos.

A ligação direta de Romulus com Alien: O Oitavo Passageiro

Alien: Romulus se passa cerca de 20 anos após os eventos do primeiro filme, ambientado em 2122, e antes de Aliens, de 1986. A história revela que o lendário “Big Chap” — o xenomorfo enfrentado por Ellen Ripley (Sigourney Weaver) na Nostromo — sobreviveu após ser lançado ao espaço na câmara de descompressão da nave de escape Narcissus. A criatura, acreditada como morta, foi recuperada e levada à estação Romulus para experimentos da Weyland-Yutani.

Durante a exploração da nave, Rain e seu grupo reativam um androide modelo Hyperdyne Systems 120-A2 chamado Rook, visualmente idêntico a Ash, interpretado por Ian Holm no filme de 1979. A produção utilizou recriação digital do rosto de Holm, recurso já visto em outros filmes da Disney, como na recriação de Leia Organa e Grand Moff Tarkin em Star Wars.

As conexões de Alien: Romulus com Prometheus e Covenant

O personagem Rook revela que os cientistas da estação extraíram do Big Chap a misteriosa “gosma preta” introduzida em Prometheus e explorada em Covenant. Essa substância de origem alienígena atua como um mutagênico poderoso, capaz de criar e modificar formas de vida. Em Covenant, o androide David (Michael Fassbender) utiliza a gosma para manipular o DNA dos xenomorfos.

Em Romulus, os pesquisadores buscavam transformar essa gosma em uma suposta cura capaz de “aperfeiçoar” seres humanos, atendendo aos interesses de produção e controle da Weyland-Yutani. O experimento, porém, sai do controle: Big Chap escapa, elimina a tripulação, infesta a nave com ovos de facehuggers e estabelece uma colmeia.

O perigo da substância é reforçado em uma cena envolvendo Kay (Isabela Merced), amiga de Rain, que injeta a gosma em si mesma na tentativa de curar ferimentos causados por um xenomorfo. O resultado é o nascimento de um híbrido grotesco entre humano e alien, ampliando as implicações biológicas da arma criada pelos Engenheiros.

Prometheus - cena inicial com Engenheiro

Gosma Preta e os elos que unen diferentes eras da franquia Alien

Com essa trama, Alien: Romulus não apenas adiciona um novo capítulo à história, mas também atua como ponte entre a narrativa original e os eventos mostrados nas prequelas. A presença da gosma preta, o retorno do Big Chap e a ligação direta com a Weyland-Yutani reforçam a continuidade do universo criado por Ridley Scott.

Se haverá ou não uma continuação que explique definitivamente a origem e os limites da gosma preta, ainda é incerto. Mas a mensagem central permanece a mesma desde o primeiro filme: no universo de Alien, interferir com formas de vida alienígena pode ter consequências irreversíveis.

Alien: Earth estreia no dia 12 de agosto de 2025, exclusivamente para os assinantes do Disney+.