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O Clube do Crime das Quintas-Feiras, novo filme da Netflix - crítica e final explicado O Clube do Crime das Quintas-Feiras, novo filme da Netflix - crítica e final explicado

O Clube do Crime das Quintas-Feiras: uma divertidíssima adaptação

Ótimo elenco garante diversão na adaptação do best seller

Desembarcou na Netflix nesta semana o filme de suspense e comédia O Clube do Crime das Quintas-Feiras (The Thursday Murder Club, 2025), adaptação da bem-sucedida obra escrita por Richard Osman sob a direção de Chris Columbus (Esqueceram de Mim; Uma Babá Quase Perfeita).

A narrativa da comédia investigativa acompanha quatro aposentados incansáveis — Elizabeth (Helen Mirren), Ron (Pierce Brosnan), Ibrahim (Ben Kingsley) e Joyce (Celia Imrie) — que passam o tempo resolvendo antigos casos de assassinato por diversão. Porém, quando uma morte inexplicável acontece bem debaixo do nariz deles, a investigação casual toma um rumo emocionante, e o grupo se vê diante de um mistério de verdade para desvendar.

Como não podia deixar de ser, piadas que levam em conta a condição etária dos personagens é uma constante no filme, mas não espere nada ofensivo: do mesmo modo que não é uma comédia escrachada, O Clube do Crime das Quintas-Feiras também é devidamente elegante ao modo britânico em seus diálogos.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras, novo filme da Netflix - crítica
Créditos da imagem: Don Burgess / Netflix

Precisa de uma adaptação? Chama ele!

Impressiona a quantia de filmes que Chris Columbus dirigiu e atingiram sucesso em alguma medida que são provenientes de obras literárias como podemos conferir em Uma Babá Quase Perfeita (de Anne Fine), O homem Bicentenário (do lendário Isaac Asimov) chegando até os do início dos anos 2000 Harry Potter e a Pedra Filosofal (Câmara Secreta também) e Percy Jackson e o Ladrão de Raios.

Com a obra de Richard Osman, Columbus não faz feio e põe pra jogo todo seu know-how adquirido, trazendo para as telas o roteiro adaptado de Suzanne Heathcote e Katy Brand. A equipe de produção opta por dedicar muito tempo à contextualização, lançando mão de ferramentas que não visam a bilheteria do cinema ou seja, sem a necessidade de causar impacto para o material de divulgação atrair público.

Talvez por isso não vejamos cenas apressadas com desfecho mais rápido que o normal ou até inconclusivas. Porém, ainda assim vale frisar que o importante tema sobre condições de trabalho análogo à escravidão (mais conhecido como… escravidão) poderia ter aprofundamento um pouco maior.

Helen Mirren conduz ótimo elenco

Ter Pierce Brosnan, Ben Kingsley, Helen Mirren em tantos outros no elenco é um privilégio para poucos. Mirren, que já teve papel semelhante em Red: Aposentados e Perigosos (2010), não passa perrengue algum para entregar uma personagem que pode ser considerada senso comum a ela… e isso não é nem um pouco ruim. Brosnan, marcado para sempre por ter vivido James Bond no cinema, sempre surpreende quando faz uma figura mais espalhafatosa. Já Ben Kingsley me pareceu pouco favorecido pelo roteiro, com seu personagem ficando um pouco mais escanteado. Celia Imrie é outra bela surpresa aqui pelo seu carisma em tela.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras: Chris Columbus de cinco em cinco anos

Em 2015, Chris Columbus trouxe ao cinema o fraco Pixels (com Adam Sandler). Em 2020, foi a vez da sequência Crônicas de Natal: Parte Dois chegar sendo um pouco melhor, mas ainda devendo. Caso o diretor mantenha essa frequência de cinco anos e a crescente qualidade, pode ser que em 2030 vejamos um incrível filme seu. Por hora, temos em 2025 esta divertida comédia para passar o tempo com O Clube do Crime das Quintas-Feiras.

Aliás, já fique sabendo que O Clube do Crime das Quintas-Feiras possui sequências já lançadas pelo autor. Sendo assim, o sucesso do filme na Netflix certamente deverá garantir a continuação no streaming, o que a princípio parece algo muito bom pois, com cada personagem principal devidamente apresentado, há muito mais tempo para trabalhar outras importantes questões.