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Casamentos Cruzados, filme de 2025 do Prime Video com Will Ferrell e Reese Whiterspoon Casamentos Cruzados, filme de 2025 do Prime Video com Will Ferrell e Reese Whiterspoon

Casamentos Cruzados: se organizar direitinho…

Mais recente aposta das comédias de nível “Sessão da Tarde” do Prime Video, Casamentos Cruzados (You’re Cordially Invited, 2025) conta com dois nomes de peso na linha de frente para conquistar o público assinante do serviço, que são Will Ferrell e Reese Whiterspoon. Mas será que, mesmo ambos sendo bem-sucedidos ao seu modo dentro das produções de humor, o diretor Nicholas Stoller consegue tirar o necessário deles para que o longa realmente agrade? Venham conosco nesta crítica para descobrirmos juntos.

A história acompanha duas famílias que, devido a um erro na programação, acabam agendando os casamentos de seus parentes queridos para o mesmo dia e local. Margot (Whiterspoon) está determinada a garantir que sua irmã mais nova, Neve (Meredith Hagner), tenha uma cerimônia inesquecível. Enquanto isso, Jim (Ferrell), um pai viúvo e dedicado, quer proporcionar à sua filha única, Jenni (Geraldine Viswanathan), um casamento impecável.

Sem alternativa para mudar as datas, os dois concordam em compartilhar o espaço para as festividades. No entanto, as diferenças entre suas visões de casamento, aliadas a suas personalidades marcantes, resultam em uma sequência de situações engraçadas e embates cheios de humor.

Casamentos Cruzados é uma dramédia de (e com muitos) erros

Após ganhar algum destaque no cinema com o lançamento de Mais Que Amigos em 2022, Nicholas Stoller dedicou-se às séries nos últimos anos como Amor Platônico (AppleTV+) e Goosebumps (Disney+). Neste projeto da Amazon Studios, o diretor entrega o famoso feijão com arroz ao ambientar sua história num cenário impossível de coexistência de dois casamentos, lançando mão dos momentos mais importantes para o rito desse tipo de cerimônia como os votos ao pôr-do-sol, troca de alianças, depoimentos dos amigos e familiares etc.

Porém, essa suposta impossibilidade de coexistência entre as duas cerimônias tem efeito mínimo para quem assiste, ficando a impressão de que, com um pouco mais de cuidado entre os personagens, cada um teria seu momento matrimonial ali sem problemas. Isso faz com que o argumento do filme perca boa parte da sua força.

Por vezes, você também pode acabar se pegando no sentimento de que Casamentos Cruzados funcionaria bem melhor com mais drama e menos comédia do que é apresentado ao longo da narrativa. Apesar de engraçadíssimo, as cenas nonsense típicas de Will Ferrell nem funcionam tão bem (como na passagem com o crocodilo ao final do filme), enquanto, por outro lado, seu desempenho como um pai super protetor (sem a consciência do quanto isso é danoso para a filha e para si) acaba agradando muito mais. Reese Whiterspoon, por sua vez, acaba se encaixando bem melhor na proposta de sua personagem, uma mulher que optou por seguir carreira como apresentadora de TV e se afastou da família, ficando a cargo dela, décadas depois, romper com uma forte barreira emocional existente entre ela, a irmã e a mãe.

Sendo assim, quando falamos da dupla principal de Casamentos Cruzados, o maior problema é de fato a falta de química entre eles, muito por conta do roteiro pouco preparado no sentido do romance. Se a trama encerrasse apenas com uma forte amizade entre os protagonistas, teria absolutamente o mesmo efeito em relação ao casal final formado.

Se você busca uma comédia para assistir com a família num momento amistoso de relaxamento de domingo, Casamentos Cruzados certamente vai te livrar do trabalhão de ficar navegando pelos streamings em busca de algo para assistir. Porém, não se trata de uma sessão inesquecível para quem assiste. Que tal rever aquela comédia mais consagrada como Legalmente Loira (que despontou Reese Whiterspoon em 2001) ou O Âncora (um clássico com Will Ferrell de 2004)? Melhor ainda: já que estamos falando de casamento, temos Penetras Bons de Bico (2005) completando 20 anos de lançamento, e que conta com ótima participação de Will Ferrell.

A escolha é sua.