Em um franco desabafo no Festival de Karlovy Vary, onde recebeu o Globo de Cristal, Stellan Skarsgård desabafou sobre sua relação com o cineasta Ingmar Bergman
O ator disse que Bergman era manipulador e também falou que ele não não uma boa pessoa: “Minha relação complicada com Bergman tem a ver com ele não ser um cara muito legal. Era um bom diretor, mas você ainda pode chamar alguém de idiota. [O pintor italiano] Caravaggio provavelmente também era um idiota, mas fez grandes pinturas”, disse o ator sueco em comparação.
E continuou: “Bergman era manipulador. Foi nazista durante a guerra e a única pessoa que conheço que chorou quando Hitler morreu. Nós sempre o desculpávamos, mas sinto que ele tinha uma visão muito estranha das pessoas. [Ele achava] que algumas não eram dignas. Você sentia quando ele manipulava os outros. Ele não era gentil”.
No Festival, Stellan Skarsgård apresentou o filme “Sentimental Value” (de Joachim Trier sobre um diretor falido reencontrando as filhas), e aproveitou para refletir sobre paternidade: “Às vezes sou bom pai, às vezes não. Todos temos falhas”.
Ele também revisitou parcerias marcantes, como com Lars von Trier em “Ondas do Destino” (1996) – “Li o roteiro e pensei: ‘Finalmente uma história de amor com a qual me identifico’. É sobre a essência do amor. A pureza do amor” –, e revelou que Helena Bonham Carter recusou o papel principal por não querer “ficar nua com um diretor dinamarquês estranho”.
Recentemente, Stellan Skarsgård estrelou a série – completa em duas temporadas – “Andor“. Ele também esteve na série premiada “Chernobyl”, além dos filmes “Gênio Indomável”, “Mamma Mia!”, “Duna”, “Melancolia”, “Piratas do Caribe”, “Thor” e “Ninfomaníaca”.
Quem foi Ingmar Bergman?
Nascido em 1918 e falecido em 2007, Ingmar Bergman foi um dos cineastas mais influentes do século XX, conhecido por filmes psicológicos, existenciais – e essenciais -, como “O Sétimo Selo” (1957), “Morangos Silvestres” (1957) e “Persona” (1966). Nascido na Suécia, seus filmes exploravam temas como morte, fé, solidão e relações humanas. Além do cinema, Bergman teve uma carreira destacada no teatro, dirigindo peças clássicas.
via Variety.
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